O livro “Teorias da comunicação nos estudos de Relações Públicas, (EDIPUCRS – Editora Universitária da PUCRS, 2011), escrito por Silva, Sandro Takeshi Munakata. Na obra citada, foi analisado o primeiro capítulo que contém 43 páginas. Neste capítulo foi apresentadas seis paradigmas distintos, são eles: Paradigma funcionalista pragmático; Paradigma critico, Paradigma matemático informacional; Paradigma culturológico; Paradigma midiológico tecnológico e Paradigma linguístico semiótico.
No início do texto nos deparamos com a seguinte questão: “Existem teorias da comunicação?”, feita por Luiz C. Martino, Doutor em Sociologia e professor titular em Teorias Epistemologia da comunicação. Em seguida, há uma divergência de opiniões. Charles R. Berguer faz a seguinte pergunta: “Por que existem tão poucas Teorias da comunicação?” e Robert T. Craig em contra-partida indaga: “Por que existem tantas Teorias da comunicação?”. Ambos, em seus textos, expõem seus pontos de vista e defendem suas teses.
Tendo em foco várias teorias, é de se esperar que seja delimitado neste estudo o embasamento para um aprofundamento tão necessário. Quando surge a proposta de desenvolver teorias da comunicação, o apego a outras disciplinas deve ser descartado, para que o propósito de alcançar áreas da comunicação seja obtido.
Com a visão de que no início cada indivíduo se enquadra e se mostra para os demais conforme o contexto social que foi inserido, mas podendo este ser alterado pela chegada de vivências particulares. Acredita-se que boa parte das pessoas seguem pela forma como a maioria ao seu redor costuma agir, uma hipótese para esta ação é a necessidade de inclusão em algum grupo, fazendo com que o indivíduo tenha receio em expressar a sua opinião e que ela possa ser divergente com a opinião mútua, gerando um isolamento social.
Sendo a comunicação o ponto chave para a obtenção de tais informações, a ação das produções midiáticas é moldada em prol do grupo ao qual pretende persuadir. Assim, observa-se como os meios podem influenciar a sociedade dependendo de como a ideologia é adotada pelo receptor.
É de extrema importância que ambas as partes, emissor e receptor, tenham um entrosamento entre si, para que o processo de encaminhamento e entendimento da informação se cruze. A comunicação por vezes não é entendida como um mero processo de conhecimento, e sim como uma forma de modificar os paradigmas da sociedade. Cada meio de propagar informação possui seu papel específico, com a chegada das novas tecnologias as facilidades têm apresentado crescimento, acarretando a necessidade de todos se enquadrarem as novas fontes de comunicação.
Com tantos conceitos em pauta, de imediato, nota-se o quanto o campo da comunicação é vasto, intercalando contexto histórico, estudo da sociedade e afins. Isso possibilita a elaboração de seu viés individual. Entretanto, se pararmos para pensar como Luiz C.Martino, onde ele diz que “a definição do conceito de comunicação é feita com pouco cuidado ou, em outros casos, é ausente; não existe uma definição do que é teoria e como foi selecionada”, voltamos a questão que deu início a nossa reflexão, “Existem teorias da comunicação?”.